PDA Brasil: Você fez qual certificação em Disciplina Positiva? Foi em qual formato? O que achou da experiência? Tem vontade de fazer outras?
Lívia: Cursei a Certificação On-line, com a Maria Alice Fontes, e foi uma ótima experiência. Foi um prazer fazer parte da primeira turma da Maria Alice. Ela foi maravilhosa, muito didática, eloquente e super gentil.
Tenho sim, a vontade é de fazer todas as certificações, sendo a primeira a DP para casais.
PDA Brasil: Você é afiliada à PDA Brasil desde quando?
Lívia: Eu sou afiliada desde outubro/2020.
PDA Brasil: Você participou de algum evento organizado pela PDA-Brasil? Se sim, o que achou?
Lívia: Ainda não tive o privilégio, por conta da minha agenda de trabalho e o fuso horário (Rondônia). Mas, sempre acompanho o feedback positivo das colegas.
PDA Brasil: Como e onde você atua com a Disciplina Positiva?
Lívia: Reproduzindo uma fala que ouvi certa vez: atuo em programa a longo prazo, sou responsável por uma equipe e já recebi dois projetos, atuando em regime de dedicação exclusiva, sendo que o grau de exigência é de 14 horas por dia, podendo às vezes chegar a 24 horas. Ou seja, minha família e dois filhos. Todo esse trabalho, é desempenhado em laboratório e campo aberto (dentro e fora de casa).
Brincadeiras à parte, atualmente, essa é a minha realidade, atuo com meus filhos, alcançando pessoas próximas a mim por meio do exemplo.
Desde que concluí as certificações, não atuei de forma profissional, mas estou trabalhando para que logo possa atuar.
PDA Brasil: Quais benefícios de afiliada à PDA Brasil você já utilizou? Qual o seu favorito?
Lívia: Confesso que ultimamente não tenho acessado muito a área de membros. Porém, já participei de alguns book clubs.
Além de trocas de experiências, a comunidade PDA proporciona aprender com as partilhas, trazidas por outros colegas, e, principalmente, as mentorias, estudo de livros e divulgações.
PDA Brasil: Que transformação a DP trouxe para a sua vida?
Lívia: Cresci em um lar repleto de comunicação violenta, castigo e punição, apanhei muito quando criança. Mas, sei que minha mãe apenas reproduziu o que lhe foi ensinado, assim como meus avôs, e essa é a geração de muitas pessoas. Como bem sabemos, a DP (e a comunicação não violenta) é um movimento muito recente, e precisamos quebrar muitos paradigmas.
Fomos ensinados que a correção é a melhor maneira de educar, afinal quem nunca ouviu um: “ah, apanhei e não morri”.
Diante desse cenário e incomodada com alguns padrões repetitivos que herdei, aos poucos comecei a fazer pesquisas na web, até que encontrei a educação parental. E vi uma grande oportunidade para romper esses padrões, aprender a regular o tom de voz e agir com firmeza e gentileza.
É engraçado, logo que conclui o curso era um misto de sentimentos: “não sei nada” com “sou uma nova mãe”, mas só na prática mesmo que vamos nos moldando e aperfeiçoando, lutando contra os sentimentos de culpa, dos dias em que as mil e umas tarefas do cotidiano nos deixam cansadas e introspectivas. Aprendendo a importância de identificar e regular nossas emoções, pois o final de uma cena de “birra” do meu menino de 3 anos, não é necessariamente sobre ele, e sim como irei agir diante daquele mau comportamento.
Lívia Morgana Junott Bastos
@aessenciamaterna
Rolim de Moura/Rondônia
